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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Life in Technicolor ii

Coldplay sempre me surpreendeu com suas músicas. A sonoridade dessa banda do british pop é única (considero os caras como um rock 'n roll com outra cara.. mas rótulos são rótulos e gosto cada um tem o seu).

Viva la Vida, penúltimo álbum lançado, possui músicas muito inovadoras, que fogem da estética de fazer música. A própria música tema, por sinal da trilha novelística "A Favorita" é uma delas (não sei se muita gente percebe). O baterista - Will Champion -  e, creio também que seja influência do brilhante produtor Brian Eno, não incluiu a "caixinha", um dos componentes da batera que dá um som agudo, que diferencia do som do bumbo (mais grave), gerando ritmo. Impressionante como ela não faz falta. Outro elemento incrível aparece na música: o sino durante o refrão.

Voltando às inovações, e isso vem do X&Y, chamo a atenção para os videoclipes. E estão cada vez mais geniais. 

O de Viva la Vida é fantástico, devido à textura da imagem. Combina com o título da música, por ser algo alegre, que celebra a frase. Lovers in Japan é genial devido aos vários links que vão fazndo em cada tela de TV e à arte do clipe. Aconselho assistí-lo... http://br.youtube.com/watch?v=E_exesnCA5Y


Mas o que aconselho mesmo a assistir é o de Life in Techinocolor ii, lançado em The Prospekts March, que pode ser chamado de Viva la Vida parte II. Esta música, por exemplo, ganhou letra. Os caras fizeram  releitura de outras músicas , como a própria Lovers in Japan" e Lost!, que ganhou a participação de Jay-Z (que, pra mim, representou uma "democratização" do Coldplay - outra hora discuto isso).

O clipe de Life in Techinocolor ii nos leva a pensar no futuro. Como será que nossos filhos vão se divertir? Quais serão as novas maneiras que eles aprenderão as coisas deste mundo, cada vez mais internetizado e lúdico?

Interessante notar como o arcaico e o pós-moderno se misturam muito bem nesse clipe: cenário prosaico, ventrílocos de madeira; mas estes ganham vida e todo tipo de parafernália tecnológica entra  em cena, como a iluminação muito bem projetada, show pirotécnico e um helicóptero de brinquedo. Técnico de som e roadie também não ficam fora do espetáculo. Vale destacar, tambem, os atores: as crianças (principalmente a menina de óculos, que reage muito bem ao show), o cinegrafista e os pais, que assistem atônitos ao show.

Bom, chega de falatório e assista a este clipe genial: http://br.youtube.com/watch?v=9fXm7_D3hF0

PS: melhor são os ventrílocos quebrando tudo depois do show.

PS2: por favor, no fim deste artigo que pensei... Esses bonequinhos são ventrílocos mesmo? Se eu estiver errado, me avise.. valeu!

sábado, 23 de agosto de 2008

Musicomunicando

No universo da comunicação, também temos a música. Por ela, exprimem-se sentimentos, conquistam-se nações (até mesmo em estádios lotados), realizam-se "viagens", manifestam-se ideologias...O músico, tomado pela inspiração divina, prepara suas mãos, seus pés, sua boca, sua garganta para encher o mundo de barulho, tal qual o pintor com seus quadros ou o jornalista com seus artigos (olha a gente aí!).

Porém, caro leitor, voltemos um pouco na estória. Voltemos ao pré-momento do início do espetáculo, no qual o músico se prepara e sua barriga dói de nervosismo - mesmo se o show for pequeno, só para os amigos, afinal, "herrar é umano".

Fiz esta reflexão depois de me apresentar em julho de 2007 com algumas bandas que toco em Monte Sião. Antes de começar o show, estava eu sentado num canto do camarim, observando a concentração dos meus amigos músicos, que faziam seus últimos ajustes em seus instrumentos musicais (bateria, guitarra, violão e baixo). Como sou tecladista, "meu filho" já estava montado no palco, todo programado, esperando-me.

Achei engraçado! O tecladista não tem este momento de intimidade com seu instrumento minutos antes de tocar no palco - coisa que os baixistas e guitarristas têm (até mesmo o baterista, já que ele carrega suas baquetas). Por isso, a relação de confiança entre o teclado e o tecladista deve ser grande. Para comprovar isso, espiei por uma brechinha da porta do camarim e lá estava ele: o meu teclado, quietinho, me aguardando. Parecia um pai esperando por seu filho ou o namorado esperando pelo seu amor.

De repente, um grito: "Marcelo! Vamos! Tá na hora do show!" Acordei da reflexão. Era chegada a hora! Os filhos dos homens seriam entregues nas mãos dos músicos (e o som seria entregue aos ouvidos dos espectadores).

Lá embaixo, gritos, urros e aplausos. No palco, umas poucas microfonias. E música por todo o espaço.

Data: novembro/2007

quinta-feira, 27 de março de 2008

28/03/08

Dia histórico: estréia Jardim do Rock na Rádio Universitária. Com a participação dos montessionenses Guilherme (Urso) Monteiro e Marcelo (Tico Mano) Martins e também, Víotr Campanha e Rafael Grohmann.

Mandem sugestões de músicas para marcelo_martins_@hotmail.com

14h toda sexta-feira, confiram: Jardim do Rock, em www.radio.ufjf.br

OUÇAM!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Jardim do Rock

Em breve, mais um programa novo na rádio da Facom UFJF. Por enquanto, Jardim do Rock é o seu nome provisório.
Mas já fizemos 1 brainstorm e listamos vários nomes: Seu Massaki Rock Clube, Bandejao do Rock, Vomito do Rock... enfim, foi 1 enorme lista.
Por enquanto, eu e Guilherme (Urso) estamos a frente do projeto. Qualquer sugestão, envie pra gente via este blog.

Valeu! A estréia será em breve.

Enquanto isso, ouçam: www.radio.ufjf.br

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Embarque neste Carrossel

Para que serve uma canção? Tentando responder a pergunta, a banda mineira Skank lançou “Uma canção é pra isso”, primeira música de trabalho do CD Carrossel, que chegou às lojas em agosto do ano passado.
O CD confirma o novo estilo musical da banda que começou no quinto disco, Maquinarama. No começo da carreira, as músicas possuíam só quatro ou cinco acordes, uma batida mais quadrada e maior semelhança com os ritmos latinos. Ele foi lançado após “Radiola”, CD com duas músicas inéditas e regravações do anterior, “Cosmotron”, além da versão rock n' roll de “Vamos Fugir” (de Gilberto Gil e Liminha) e de “I Want You” (do LP “Blonde on Blonde”, de Bob Dylan). A banda está há 15 anos na estrada com a mesma formação: Haroldo Ferreti na bateria, Lelo Zaneti no baixo, Henrique Portugal nos teclados e Samuel Rosa na guitarra e nos vocais.
Hoje, o Skank demonstra maturidade musical, seja na composição harmônica das músicas, usando acordes dissonantes e diminutos, nos efeitos que Portugal usa e abusa (Protools, Minimoogs e Nord Leads, além dos pianos Yamaha) e nos arranjos do baixista Zaneti – muito semelhantes aos do beatle Paul McCartney.
Cada música revela as influências que a banda só manifesta nessa nova fase. O arranjo musical tocado por instrumentos clássicos – violino, violoncelo, flauta e até tímpano – presentes nas músicas “Panorama”, “Garrafas” e “Notícia” identificam-se muito com a fase mais madura dos Beatles (época dos discos “Revolver”, os “Álbuns Brancos” e “The Magical Mistery Tour”). As baladas “Mil Acasos”, “Uma Canção é Pra Isso” e “Balada pra João e Joana” (ou seria “for John and Yoko?”) parecem com a fase inicial da banda inglesa. “O som da sua voz”, “Cara Nua” e “Seus Passos” lembram as músicas da carreira solo de Lennon (mais românticas). O violão sossegado e a voz aguda de Samuel Rosa em “Trancoso” parece Bob Dylan. Há ainda espaço para uma bateria eletrônica em “Antitelejornal”, com uma pitada da realidade brasileira, pois a música conta a história de uma personagem brasileira, coisa que a banda fez muito bem no terceiro disco,“Samba Poconé”, lançado em 1996.
Com este CD, a partir dessa mistura do rock da segunda metade do século passado com uma pitada da realidade brasileira, Skank vem enriquecer o atual cenário do rock nacional, dominado por uma pobreza na estética musical e nas letras, protagonizado pelo hardcore e pelo emocore (que valorizam a velocidade no ritmo e um excesso de romantismo nas letras). É só apertar o play e embarcar nesse Carrossel de ótimas músicas.